Limnobium laevigatum

Planta média


Mudas de estolhos


Face inferior e raízes.

Nome científico: Limnobium laevigatum - (Wildenow) Heine 1968
Nome comum: Limnobium, Amazon Frogbit
Temperatura: 18ºC a 30ºC
Origem: América Central e do Sul
Taxa de crescimento: Rápido
Posicionamento no aquário: Superfície
Tamanho: Até 10cm de diâmetro
Dificuldade: Fácil
Iluminação: Fraca a Forte
pH: 5.0 a 8.0
Dureza: Mole a Dura

Comentários: É uma planta muito decorativa, podendo ser colocada em aquários ou lagos. As longas raízes podem servir de abrigo para peixes e alevinos e as folhas criam áreas de sombreamento em plantados, ideais para peixes tímidos e plantas adaptadas para baixa iluminação. As folhas são orbiculares (redondas) e podem ficar levemente cordiformes em plantas maiores, a cor varia de verde médio a um belo verde escuro de acordo com a intensidade da iluminação. Quando está sob luz forte exibe uma série de estrias acastanhadas que deixam a planta com aspecto muito bonito.

Folha nova e estriada.

A parte de baixo da folha é inflada com uma série de pequenas câmaras de ar dispostas como uma colmédia, este tecido é denominado aerênquima e serve para melhorar a flutuabilidade da planta. O tamanho deste tecido é muito variável entre as mudas, algumas tem as folhas chatas, enquanto outras parecem um balão. A aparência é muito interessante, e pode ser observada na foto abaixo:
Estruturas preenchidas de ar.

A propagação por estolhos é muito rápida, podendo cobrir uma grande superfície em poucos dias. Também pode se propagar por sementes, mas a floração não ocorre com frequência em aquários. A flor é levemente amarelada e tem um formato peculiar, é estrelada com textura aveludada, medindo poucos milímetros. Para controlar a população sugere-se retirar parte das plantas regularmente ou fazer uma barreira com algum material flutuante, como um círculo de mangueira plástica.
Consome muitos nutrientes na água, sendo útil para auxiliar o combate às algas. Se a coluna d'água for baixa as suas raízes podem se fixar no substrato, mudando a estrutura da planta, que fica com folhas cordiformes acima da superfície e com pecíolos mais longos.

É muito tolerante a várias condições de iluminação e temperatura, podendo ser usada em ambientes externos em lugares mais frios ou sombreados. Essa resistência a torna uma planta invasiva, sendo catalogada como praga em potencial e encontrada em lagos e rios de muitos países onde sua ocorrência não é natural. Na natureza é encontrada em corpos de água parada ou de fluxo lento, também na Amazônia, sendo adequada para aquários biótopos da região.

Fundulopanchax sjostedti


Red Gularis Macho

Blue Gularis Macho

Red Gularis Fêmea


Nome Popular: Gularis; Blue Gularis; Red Gularis;
Nome Científico: Fundulopanchax sjostedti, Lönnberg, 1895
Família: Nothobranchiidae
Origem: África / Delta do rio Niger, Nigéria, Camarões, Ghana
Sociabilidade: Casal / Trio ou sozinho
pH: 6.0 a 7.4
Temperatura: 23 a 26ºC
Dureza da água: Mole
Tamanho adulto: aproximadamente 13 cm
Alimentação: A base da alimentação deve ser, de preferência, com alimentos vivos (artêmias, daphnias, enquitréias, larvas de mosquitos) embora aceite ração.

Dimorfismo sexual: O macho é maior, mais colorido, apresenta nadadeiras mais compridas, ventre retilíneo. A fêmea é menor, possui o ventre roliço e coloração mais pálida, tendendo ao castanho, e nadadeiras menores.

Comportamento: Pacíficos com outras espécies, podem ser agressivos entre indivíduos da mesma espécie.

Reprodução: O gularis na natureza desova no substrato. As desovas ocorrem normalmente logo cedo pela manhã e no final da tarde, a coloração dos ovos é de âmbar bem suave, costumam ser bem rígidos e os não fecundados acabam sendo atacados por fungos e se tornam brancos.

Em aquários é comum usar, para recolher os ovos, substratos como turfa, côco em pó ou sphagnum. Eles podem ser espalhados por todo o aquário ou separados em pequenos potes, dentro dos próprios aquários, para facilitar a manutenção.

Uma vez iniciada a desova, a fêmea pode desovar por dias seguidos, como os ovos precisam passar por um período seco - chamado de diapausa - é importante retirá-los junto com a turfa assim que uma quantidade razoável for liberada pela fêmea.

A incubação dos ovos dura cerca de 2 meses, ela deve ser feita separada dos pais, a turfa contendo os ovos deve ser seca e transferida para outro recipiente, devidamente identificado com nome e data, e mantida lá até a eclosão.

Os alevinos podem ser alimentados com náuplios de artêmias e microvermes no começo, posteriormente, conforme o desenvolvimento for ocorrendo, alimentos maiores podem ser oferecidos.

A sexagem pode ser feita já a partir dos 2 meses de idade e com 6 meses já chegaram à maturidade sexual e estão aptos a desovar, os filhotes devem ser separados em grupos menores conforme forem crescendo para evitar brigas entre eles.

A seguir, uma sequência genérica do desenvolvimento embrionário dos ovos dos killis:


Tudo começa com estes minúsculos pontinhos escuros que mais tarde irão se desenvolver no corpinho do alevino

Com o tempo os órgãos vão tomando forma e os olhos já são visíveis

A cauda também toma forma e o sistema circulatóri fica cada vez mais perceptível

Pequenos pontos negros começam a aparecer perto da cabeça

Cada vez em maior quantidade

Nesta etapa a estrutura corporal se torna bem mais evidente, a nadadeira caudal e os olhos ganham mais destaque

O corpo está praticamente pronto, é bem fácil de observar o batimento cardíaco e o alevino já começa a se mexer dentro do ovo

Prestes a eclodir, aproveitando para dar uma "encaradinha" na câmera

A casca do ovo, deixada para trás


Tamanho mínimo do aquário: Para apenas um casal 30 litros, para aquários comunitários acima de 50 litros.


Outras informações: Existem diferentes variedades de F. sjostedti, algumas possuem o nome relacionado à coloração, como os blue e red gularis, e outras relacionado ao tamanho, como o dwarf red.

O epíteto específico foi escolhido em homenagem ao coletor da espécie, Yngve Sjöstedt.

A manutenção da espécie é fácil, entretanto, deve-se sempre lembrar de manter o aquário tampado para evitar que os peixes pulem.



Cinthia Emerich

Bibliografia consultada:

ADA 2009 - Fotos!

Olá a todos

Complementando a notícia de agosto sobre o resultado do ADA 2009, seguem as fotos dos 19 primeiros colocados no concurso deste ano! Foram apresentadas montagens de todos os tipos que se possa imaginar, cada uma mais bela e inspiradora que a outra.

As fotos seguem em ordem de pontuação:


















10º

11º

12º

13º

14º

15º

16º

17º

18º

19º
Informações sobre o setup dos aquários e outras fotos podem ser consultadas no fórum do Saigon Aqua.

Sekai Team

Bibliografia consultada:

3º Encontro de Aquarismo em Bauru


Olá a todos!

Conforme anunciado antes, teremos outro Encontro de Aquaristas em Bauru neste ano! Agora com as informações oficiais que estavam faltando:

Data: 21 de Novembro
Local: Teatro Bela Vista, Bauru - SP
Horário: das 13:00 às 18:00 hrs
Valor: R$ 25,00
Temas das palestras:

  • Layout de troncos e rochas em aquários plantados (André e Luca - Aquabase)
  • Aquário Marinho (Ricardo Rio - Fishland)

Maiores informações: (14) 3236 1186


Sekai Team

Fontes: