27 abril 2009

Labidochromis caeruleus


Macho adulto

Macho Jovem


Fêmea



Nome popular: Labido Yellow, Labido Eletric Yellow, Labido White
Nome científico: Labidochromis caeruleus, Fryer, 1956 
Família: Cichlidae
Origem: África / Lago Malawi
Sociabilidade: Harém - 1 macho e várias fêmeas
pH: 7.8 a 8.6
Temperatura: 24 a 26ºC
Dureza da água: Dura
Tamanho adulto: 12 cm

Alimentação: São onívoros, na natureza se alimentam de moluscos, insetos e algas. Então, ofereça rações à base de algas – spirulina por exemplo – e acrescente alga Nori à dieta como a base da alimentação e podem ser usadas rações um pouco mais protéicas desde que sejam ministradas com certa parcimônia, então faça uso delas no máximo duas vezes por semana e em quantidade pequena para evitar o Malawi Bloat.

Dimorfismo sexual: O macho possui as nadadeiras anal e dorsal com as pontas mais finas, lembrando o formato de um “V” , suas cores são mais fortes, possui as bordas das nadadeiras ventral, anal e dorsal com faixas negras mais largas e seu corpo é maior. A fêmea possui as nadadeiras dorsal e anal mais arredondadas nas pontas, lembrando um "U", as faixas negras das nadadeiras dorsal e ventral são mais finas do que no macho. O uso da avaliação da quantidade e forma de eggspots nas nadadeiras para determinar o sexo nesta espécie não é seguro, portanto nem deve ser levado em conta.

Comportamento: Não é tão agressivo como a maioria dos mbunas, mas sua agressividade é mais direcionada a machos da mesma espécie e outros peixes de cores semelhantes.

Reprodução: São ovíparos e incubadores bucais, ou seja, depois da desova e fertilização, a mãe guarda os ovos na boca. Como são peixes de harém é recomendado sempre manter pelo menos um macho e duas fêmeas, assim ele não ficará perseguindo uma única fêmea.

O processo todo tem início com o macho cavando o substrato de uma parte de seu território, depois disso ele irá se exibir para a fêmea e nadar atrás dela, os dois nadarão em círculos e ela irá desovar na areia e ele fertilizará os ovos logo em seguida. A fêmea irá então recolher os ovos com a boca e os manterá seguros até que eclodam e os filhotes atinjam tamanho o suficiente para se aventurarem pelo aquário.

Como no caso dos ciclídeos que desovam em substratos, os incubadores bucais também desenvolveram uma maneira de manter a oxigenação dos ovos alta, fazem isso ao sugar a água pela boca, ao mesmo tempo as fêmeas aproveitam para girá-los aumentando a oxigenação ainda mais.

O período entre a desova e a liberação dos filhotes costuma demorar cerca de 21 a 30 dias, depois que a desova ocorre duas alternativas podem ser escolhidas, ou se deixa a fêmea no aquário ou a transfere para outro onde ela não sofrerá nenhum estresse, mas se for transferir ela pode acabar se assustando e engolir os ovos, então fica a critério do aquarista.

Passado o período de incubação, caso a fêmea demore muito para soltar os filhotes naturalmente, pode ser usada uma técnica chamada “stripping fry” que consiste na retirada dos filhotes da boca da mãe pelo aquarista. Depois da liberação dos filhotes é aconselhado separar a fêmea e reforçar sua alimentação por alguns dias até que ela se recupere bem.

Tamanho mínimo do aquário: 100 litros para monoespécie e 200 litros para comunitários, por serem peixes que vivem entre as rochas, além do comprimento, outro fator importante é a largura do aquário devido ao hardscape.

Outras informações: O labido yellow é chamado de mbuna (fala-se ambuna) por viver perto das rochas. Ganhou o nome científico de caeruleus porque o primeiro exemplar descrito era um macho azulado da baía de Nkhata no lago Malawi (caeruleus significa azul em latim), somente muitos anos depois que a variedade amarela foi descoberta. Procure não manter com outros peixes do mesmo gênero e aparência semelhante para evitar o risco de brigas e hibridizações.

Um aquário ideal para os Labidos deve possuir pelo menos 1 metro de frente e 40cm de largura, o substrato deve ser bem fino para facilitar as escavações que eles fazem. As rochas devem ser cuidadosamente bem enterradas e (se for o caso) apoiadas umas às outras, pois conforme eles escavam é perigoso haver desabamentos e nisso um peixe pode ficar preso ou então uma rocha pode bater no vidro e trincá-lo.

Cinthia Emerich

Bibliografia consultada

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